Produzido artesanalmente na Fazenda Santa Clara Dourados, em Abadia dos Dourados (MG), o Santa Clara é um Queijo Minas Artesanal do Cerrado, elaborado com leite cru de vaca, pingo, coalho e sal e maturado por aproximadamente 21 dias.
Mas existe uma característica que transforma completamente a experiência desse queijo:
sua casca florida, com desenvolvimento natural de mofo branco.
Enquanto o interior preserva um perfil mais lácteo, suave e levemente ácido, a superfície acrescenta uma dimensão muito mais expressiva, com notas:
terrosas + fermentadas + rústicas + levemente animais.
É justamente esse contraste que torna o Santa Clara tão interessante.
A massa é firme, porém macia durante a mastigação, de tonalidade branca a amarelo-clara, com salinidade equilibrada e intensidade moderada.
Já a casca é mais aromática e pode apresentar aparência:
enrugada + irregular + florida + naturalmente variável.
Uma peça pode ter maior concentração de flora branca do que outra.
A cor, a textura e a distribuição dos mofos também podem mudar conforme a evolução do queijo.
Isso não tira sua identidade.
Pelo contrário:
faz parte dela.
O Santa Clara nasce em Abadia dos Dourados, dentro do território do Cerrado Mineiro.
Sua fabricação parte de elementos profundamente ligados ao modo tradicional do Queijo Minas Artesanal:
leite cru + pingo + coalho + sal.
São poucos ingredientes, mas o resultado depende de uma combinação muito maior:
Leite
Rebanho
Fazenda
Microbiota
Clima
Umidade
Pingo
Maturação
Saber fazer do produtor
É justamente essa relação entre queijo e território que torna diferentes produções artesanais tão particulares.
A primeira mordida no centro do Santa Clara pode revelar um queijo relativamente delicado:
leite + suave acidez + sal equilibrado.
Quando a casca entra na degustação, a experiência muda.
Surgem com mais clareza:
terra + fermentação + rusticidade + aromas de maturação.
É quase como provar dois níveis do mesmo queijo.
O centro mostra o leite.
A superfície mostra a evolução.
E a experiência completa acontece quando:
massa + casca são degustadas juntas.
Durante a maturação, uma flora natural de superfície pode se desenvolver sobre a casca.
Essa flora participa ativamente da evolução do queijo.
Não está ali apenas pela aparência.
Ela contribui para modificar:
aroma + sabor + textura + superfície.
Por isso, a casca do Santa Clara pode apresentar diferentes concentrações de branco e uma aparência menos uniforme do que um queijo industrial.
É um queijo vivo.
O Santa Clara é produzido com leite cru de vaca.
Como não passa pela pasteurização antes da fabricação, o leite conserva uma microbiota natural mais diversa.
Essa microbiota, junto com o pingo e as condições próprias da fazenda, participa da fermentação e da construção da identidade sensorial do queijo.
Isso não significa que o produto precise ser extremamente forte.
No Santa Clara, o interior continua relativamente elegante e delicado.
A maior expressão aromática aparece justamente na superfície.
Goiabada Cascão: a combinação mineira clássica também funciona muito bem aqui. O dulçor e a acidez da goiaba contrastam com a leve acidez do queijo e suavizam a rusticidade da casca.
Figada: o figo cria uma harmonização mais profunda. Seu dulçor acompanha especialmente bem as notas fermentadas e terrosas da superfície.
Doce de Laranja: uma combinação excelente para quem quer maior frescor. A citricidade, o dulçor e o discreto amargor da casca da fruta equilibram a gordura e conversam muito bem com a flora do queijo.
Doce de Leite artesanal: segue por um caminho completamente diferente. As notas lácteas e caramelizadas reforçam o lado mais delicado da massa, criando uma combinação muito confortável.
Geleia de Mexerica: mais cítrica, fresca e menos doce. Seu perfume e discreto amargor funcionam especialmente bem com o caráter aromático da casca.
Pera: traz suculência e dulçor delicado.
Maçã: acrescenta acidez e crocância.
Figo fresco: acompanha muito bem as notas mais terrosas.
Uvas: refrescam o paladar.
Nozes: criam contraste de textura.
Pecãs: reforçam o lado profundo e terroso.
Amêndoas: acrescentam crocância sem dominar o queijo.
Pães: baguete, pão de fermentação natural e pães rústicos de sabor relativamente neutro são excelentes bases.
Uma combinação especialmente interessante:
Santa Clara + Doce de Laranja + Pão de Fermentação Natural
Para uma mesa bem mineira:
Santa Clara + Doce de Leite + Café Passado na Hora
E, para perceber a casca com mais clareza:
Santa Clara + Pera + Nozes
O Santa Clara funciona especialmente bem em preparações simples, nas quais o próprio queijo continue perceptível.
Experimente em:
Tábuas
Sanduíches
Bruschettas
Tartines
Saladas
Batatas assadas
Legumes assados
Pães quentes
Sua principal qualidade está na interação entre:
massa + casca.
Por isso, não é um queijo que precise ser escondido em uma receita com muitos ingredientes.
Uma das melhores formas de servi-lo.
Coloque uma fatia sobre:
pão de fermentação natural levemente aquecido.
O calor amolece a massa e torna os aromas da superfície mais evidentes.
Finalize, se quiser, com uma pequena quantidade de:
Doce de Laranja
ou:
Geleia de Mexerica.
Batatas assadas oferecem uma base excelente para um queijo de perfil tão aromático.
Coloque pequenos pedaços do Santa Clara sobre a batata ainda quente.
O queijo amolece e libera seus aromas.
Finalize apenas com:
azeite + pimenta-do-reino.
Funciona muito bem com:
Folhas verdes
Rúcula
Pera
Maçã
Nozes
Figos
Elementos de acidez
Uma combinação simples:
Folhas + Pera + Nozes + Santa Clara.
A fruta ajuda a equilibrar a rusticidade da casca.
Vinhos brancos de boa acidez são ótimos parceiros.
Experimente:
Chardonnay
Chenin Blanc
Sauvignon Blanc
Espumante Brut
A acidez ajuda a equilibrar a gordura e refresca o paladar.
Entre as cervejas:
Saison
Belgian Blond Ale
São estilos que conseguem acompanhar as notas fermentadas sem dominar a delicadeza da massa.
E, para uma experiência mais brasileira:
cachaça artesanal.
Em pequenas doses, pode criar um encontro interessante com o caráter mais terroso da superfície.
Produto: Queijo Santa Clara
Produtor: Fazenda Santa Clara Dourados
Município: Abadia dos Dourados – MG
Região: Cerrado Mineiro
Estilo: Queijo Minas Artesanal do Cerrado – Casca Florida
Matriz: Vaca
Leite: Cru
Fermento tradicional: Pingo
Família: Massa prensada não cozida
Massa: Branca a amarelo-clara
Textura: Firme, com maciez durante a mastigação
Casca: Florida, com desenvolvimento natural de mofo branco
Perfil sensorial: Lácteo, levemente ácido, fermentado e terroso
Intensidade: Moderada
Odor: Marcante
Maturação: Aproximadamente 21 dias
Peso: Aproximadamente 190 g
Validade: 21 dias
Armazenamento: Manter refrigerado.
Retire o Santa Clara da geladeira aproximadamente 30 minutos antes do consumo.
Muito frio, a massa parece mais rígida e parte dos aromas da casca permanece escondida.
Depois de ambientado, a textura fica mais agradável e o contraste entre:
centro delicado + superfície aromática
fica muito mais evidente.
Por se tratar de um queijo artesanal, é natural encontrar variações entre diferentes peças.
Podem mudar:
Quantidade de flora
Distribuição dos mofos
Tonalidade da casca
Umidade
Textura
Intensidade aromática
Essa diversidade faz parte da própria evolução do produto.
É um queijo ligado à produção tradicional da região mineira do Cerrado, elaborado com leite cru de vaca e técnicas transmitidas entre gerações.
No Santa Clara, essa identidade está ligada a Abadia dos Dourados, à Fazenda Santa Clara Dourados e à utilização de:
leite cru + pingo + coalho + sal.
O pingo é o fermento natural tradicional utilizado na fabricação do Queijo Minas Artesanal.
É obtido a partir do soro da produção anterior e utilizado na fabricação seguinte.
Com isso, parte da microbiota da própria produção é transmitida de um queijo para o próximo.
O pingo participa da formação de:
acidez + fermentação + textura + aroma + sabor.
É um dos elementos mais importantes da ligação entre queijo e fazenda.
Porque durante sua maturação ocorre desenvolvimento natural de flora na superfície.
Esses microrganismos participam da transformação da casca e ajudam a construir aromas e sabores diferentes daqueles encontrados no centro.
Por isso, a casca pode ser mais:
aromática + terrosa + fermentada + rústica.
Sim.
No Santa Clara, a casca florida faz parte da experiência sensorial do queijo.
Uma maneira interessante de degustá-lo é provar:
primeiro, um pequeno pedaço apenas da massa;
depois, outro incluindo a casca.
A diferença costuma ser bastante clara.
O centro é mais:
lácteo + delicado.
A superfície traz maior:
intensidade + terra + fermentação.
Porque estamos diante de uma flora natural de superfície.
A evolução depende de fatores como:
Umidade
Temperatura
Estágio de maturação
Condições de cada peça
Por isso, uma peça pode apresentar muito mofo branco e outra uma cobertura mais discreta.
Essa diferença faz parte do caráter artesanal do produto.
Isso é comum em queijos com flora de superfície.
Muitos compostos aromáticos se concentram na região externa e chegam rapidamente ao nariz.
Quando o queijo é colocado na boca, porém, a massa mais delicada entra na experiência e equilibra a intensidade.
Por isso:
odor marcante não significa necessariamente sabor excessivamente forte.
O centro apresenta principalmente:
leite + leve acidez + sal equilibrado.
Quando a casca entra na degustação, aparecem também:
terra + fermentação + rusticidade.
É esse contraste que define sua personalidade.
Não.
Embora ambos possam apresentar uma superfície com flora branca, pertencem a tradições e tecnologias diferentes.
O Santa Clara nasce do modo de fazer do Queijo Minas Artesanal do Cerrado, com:
leite cru + pingo + massa prensada não cozida + identidade territorial mineira.
A presença de mofo branco na superfície, sozinha, não transforma um queijo em Brie.
Depois da formação da coalhada, a massa é moldada e prensada para eliminar parte do soro e ganhar estrutura.
Ela não passa pelo nível de aquecimento utilizado nos chamados queijos de massa prensada cozida.
Isso ajuda a criar uma estrutura:
firme, porém ainda com boa umidade e maciez.
Sua intensidade de sabor é moderada, embora o odor da casca possa ser marcante.
Essa diferença é uma das características interessantes do produto.
O interior mantém bastante delicadeza, enquanto a superfície acrescenta complexidade.
Não.
A intensidade depende de vários fatores:
Receita
Maturação
Umidade
Microbiota
Casca
Tamanho
Condições de afinagem
No Santa Clara, o leite cru participa da identidade do produto, mas a massa continua relativamente suave.
Existem caminhos bastante diferentes.
Goiabada Cascão: mais clássica e mineira.
Figada: mais profunda.
Doce de Laranja: cítrico, doce e levemente amargo.
Geleia de Mexerica: mais fresca e menos doce.
Doce de Leite: mais cremoso, lácteo e confortável.
Para conhecer o queijo pela primeira vez, eu começaria com:
Doce de Laranja
ou:
Geleia de Mexerica.
A acidez ajuda muito a valorizar sua casca.
Primeiro, experimente apenas uma pequena porção do centro.
Depois prove um pedaço incluindo:
massa + casca.
Isso permite perceber imediatamente o que torna o produto especial.
Depois faça:
Santa Clara + Doce de Laranja + Pão de Fermentação Natural.
É uma combinação que evidencia muito bem o contraste entre a delicadeza do interior e o caráter terroso da superfície.
INGREDIENTES: Leite cru de vaca, pingo, coalho e sal.
ALÉRGICOS: CONTÉM LEITE E LACTOSE.
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