Produzido artesanalmente pela Fazenda Santa Luzia, em Itapetininga (SP), o Raízes é um queijo de leite cru de vaca e maturação mínima de 2 meses, criado para expressar de maneira muito particular o terroir da propriedade.
E, neste caso, a ideia de “raízes” não está apenas no nome.
A Fazenda Santa Luzia possui uma longa história com a criação de gado Simental e produz o próprio leite utilizado em seus queijos. No Raízes, essa matéria-prima é trabalhada buscando preservar uma identidade mais rústica e ligada à microbiota da própria fazenda.
Sua aparência já conta essa história.
A casca é trabalhada com caramelo para adquirir uma tonalidade marrom que remete à terra, e recebe manualmente um desenho entalhado que reproduz a imagem de raízes se espalhando pela superfície.
O caramelo aqui não tem a função de transformar o queijo em um produto doce: ele participa principalmente da construção visual e simbólica da casca.
Por dentro, encontramos uma massa de tonalidade creme a amarelo-palha, firme e semidura, com algumas aberturas naturais.
No nariz aparecem notas lácteas, amanteigadas, fermentadas e levemente cítricas.
Na boca, a textura firme dá lugar a uma agradável untuosidade, acompanhada por leve acidez, manteiga e fermentação. Mas é no caráter vegetal que o Raízes realmente se diferencia: podem surgir nuances que lembram azeite de oliva e vegetais, deixando um sabor rústico e prolongado no paladar.
A Fazenda Santa Luzia define o Raízes como um queijo de seu terroir — uma expressão do leite, do gado, do ambiente e do modo de produzir da propriedade.
É um queijo brasileiro com identidade própria, sem precisar reproduzir nenhum estilo europeu para justificar sua complexidade.
• Geleia de Figo: uma das melhores escolhas para o Raízes. O figo traz fruta madura e dulçor sem eliminar o caráter vegetal e fermentado do queijo.
• Geleia de Mexerica: especialmente interessante para explorar sua leve citricidade. A mexerica acrescenta perfume, acidez e um discreto amargor, criando uma combinação fresca e pouco óbvia.
As duas seguem direções diferentes: Figo para profundidade e dulçor; Mexerica para destacar acidez, perfume e frescor.
• Mel de Angico: algumas gotas acrescentam dulçor sem transformar a degustação em sobremesa. Funciona especialmente bem com as notas lácteas e amanteigadas.
• Nozes e pecãs: acrescentam crocância e acompanham bem a estrutura semidura e os sabores mais terrosos e vegetais.
• Azeitonas e azeite extravirgem: aqui vale uma harmonização por afinidade. Como o próprio queijo pode revelar notas que lembram azeite de oliva e vegetais, um bom azeite, usado com parcimônia, cria uma degustação bastante interessante.
• Charcutaria: copa, presunto cru, bresaola e outros curados acompanham muito bem seu lado fermentado e rústico.
• Pães: pão de fermentação natural, baguete e pães rústicos são excelentes bases para servi-lo.
Uma combinação especialmente interessante é Raízes + pão de fermentação natural + Geleia de Mexerica + nozes.
Para uma leitura mais salgada, experimente Raízes + azeite extravirgem + charcutaria.
Embora possa ser utilizado em preparações, o Raízes merece ser tratado principalmente como queijo de degustação.
Sua graça está na textura, na casca e nas nuances vegetais que aparecem lentamente durante a mastigação.
Pode ser utilizado em sanduíches, tartines, bruschettas, saladas e legumes assados, principalmente quando cortado em lascas ou pedaços e acrescentado ao final.
Também funciona muito bem sobre uma fatia de pão de fermentação natural levemente aquecida.
Evitaria escondê-lo em receitas com muitos ingredientes ou molhos muito fortes: é um queijo que merece continuar reconhecível.
Vinhos brancos com boa acidez e alguma estrutura são excelentes caminhos, principalmente Chardonnay sem excesso de madeira, Chenin Blanc e Sauvignon Blanc mais estruturados.
Tintos leves e de boa acidez também podem funcionar, especialmente aqueles com pouco tanino.
Entre as cervejas, Saison, Belgian Blond e Amber Ale acompanham bem seu caráter fermentado e rústico.
Uma cachaça envelhecida, principalmente quando apresenta notas vegetais, madeira e especiarias, também pode formar uma harmonização bastante brasileira.
Intensidade: Moderada – 4/10
Odor: Moderado
Leite: Cru
Matriz: Vaca
Textura: Firme e untuosa
Massa: Semidura, creme a amarelo-palha, podendo apresentar aberturas naturais
Casca: Natural, tratada externamente com caramelo e decorada com entalhes que remetem a raízes
Perfil sensorial: Lácteo, amanteigado, fermentado, levemente cítrico e ácido, com notas vegetais que podem lembrar azeite de oliva
Família: Queijo semiduro de leite cru
Tempo de maturação: Mínimo de 2 meses
Região: Itapetininga – SP
Produtor: Fazenda Santa Luzia – Queijo com Arte
Validade mínima: 15 dias
Armazenamento: Manter refrigerado
A ambientação é especialmente importante para o Raízes.
Retire-o da geladeira e da embalagem aproximadamente 45 a 60 minutos antes do consumo, sempre considerando a temperatura ambiente.
Mais importante do que seguir o relógio é observar o queijo.
Quando tiver perdido o frio da refrigeração e estiver ligeiramente mais macio ao toque, a gordura começa a se expressar melhor e ficam mais perceptíveis suas notas amanteigadas, cítricas, fermentadas e vegetais.
Por que o queijo se chama Raízes? O conceito foi criado para representar literalmente as raízes da Fazenda Santa Luzia.
A tonalidade marrom da casca procura lembrar a terra, enquanto os desenhos entalhados reproduzem raízes. O produtor relaciona o queijo ao terroir da propriedade e à história de seu gado.
O caramelo deixa o queijo doce? Não é essa a proposta.
O caramelo é utilizado principalmente no acabamento externo da casca para criar sua característica cor de terra.
O perfil do Raízes continua sendo essencialmente lácteo, fermentado, levemente ácido e vegetal.
Por que o Raízes tem sabor vegetal? Essa é uma das características mais particulares do queijo.
Podem aparecer notas que lembram azeite de oliva e vegetais, compondo a identidade sensorial construída pelo leite cru, pelas fermentações e pela maturação.
O que significa dizer que o Raízes é um queijo de terroir? Significa que sua identidade não depende somente de uma receita.
O leite, o rebanho, a alimentação dos animais, o clima, a microbiota da fazenda, o modo de produção e a maturação participam da construção do resultado final.
No caso do Raízes, essa ideia está no centro da própria concepção do queijo.
Por que o leite cru é importante neste queijo? O leite cru não passa pela pasteurização e preserva uma microbiota mais diversa, que pode participar das transformações ocorridas durante a fabricação e maturação.
Isso não significa necessariamente um queijo mais forte. No Raízes, ajuda a construir uma expressão particular ligada ao leite, à fazenda e ao processo artesanal.
Podem aparecer manchas brancas na casca? Sim.
Com o avanço da maturação, flora natural pode surgir sobre a superfície. Pequenas alterações visuais podem fazer parte da evolução de um queijo artesanal vivo.
A casca pode ser consumida? Ela faz parte da construção e da maturação do queijo, mas seu sabor tende a ser mais concentrado que o da massa.
Vale provar um pequeno pedaço com a casca e decidir de acordo com a preferência pessoal.
Por que existem diferenças entre os lotes? Porque o Raízes é artesanal e produzido com leite cru.
Cor, umidade, aberturas na massa, flora da casca, acidez e intensidade aromática podem apresentar pequenas variações naturais.
Essas diferenças ajudam a revelar o caráter vivo do produto.
INGREDIENTES: Leite cru de vaca, coalho, fermentos e sal.
ALÉRGICOS: CONTÉM LEITE E LACTOSE.
Em São Paulo Capital, os pedidos são enviados em nossa caixa personalizada por motoboy.
Para envios via Sedex, utilizamos embalagem térmica com gelo, ajudando a preservar adequadamente o queijo durante o transporte.
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