Produzido por João Dutra, em Coronel Xavier Chaves, na região do Campo das Vertentes (MG), o Catauá é um Queijo Minas Artesanal de leite cru feito a partir de uma tradição familiar que atravessa gerações.
Com aproximadamente 21 dias de maturação, encontra-se em um dos momentos mais prazerosos de um queijo mineiro:
o meia cura.
Já existe tempo suficiente para a massa ganhar estrutura, a casca se formar e os sabores se aprofundarem, mas o queijo ainda preserva boa umidade e uma textura muito agradável durante a mastigação.
Sua massa é compacta e firme ao corte, podendo apresentar pequenas olhaduras naturais, mas na boca revela maciez e uma sensação confortável e envolvente.
No paladar aparecem notas:
lácteas + amanteigadas + fermentadas + delicadamente ácidas, acompanhadas por salinidade equilibrada e nuances suavemente adocicadas e acastanhadas.
É um queijo de intensidade moderada, no qual leite, fermentação e maturação aparecem de forma clara, sem tornar a experiência excessivamente forte.
Um queijo profundamente ligado àquilo que muita gente reconhece como a mesa mineira:
queijo + café + goiabada + pão.
O Catauá nasce em Coronel Xavier Chaves, dentro da região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais.
Sua produção utiliza alguns dos elementos mais característicos da tradição do Queijo Minas Artesanal:
leite cru + pingo + coalho + sal.
É uma receita aparentemente simples.
Mas é justamente nessa simplicidade que o território ganha importância.
O leite, a microbiota da produção, o pingo, o clima, o manejo e a maturação participam da identidade de cada queijo.
Por isso, um Queijo Minas Artesanal não é apenas um tipo de massa.
É também expressão de:
lugar + técnica + tradição + continuidade entre gerações.
O meia cura está entre o frescor de um queijo recém-produzido e a concentração de uma maturação mais longa.
Durante aproximadamente 21 dias, o Catauá começa a perder parte da umidade e passa por transformações que trazem:
Mais estrutura
Formação da casca
Notas fermentadas mais perceptíveis
Maior persistência
Acidez mais integrada
Maior complexidade
Mas ainda preserva uma massa relativamente macia.
É justamente esse equilíbrio entre:
frescor + maturação
que torna o meia cura tão agradável e versátil.
O pingo é um fermento natural tradicional da produção de Queijo Minas Artesanal.
Ele é obtido a partir do soro que escorre dos próprios queijos produzidos anteriormente.
Esse líquido carrega parte da microbiota presente na produção e é utilizado na fabricação seguinte.
Assim, existe uma espécie de continuidade entre os queijos.
O pingo ajuda a explicar uma das coisas mais fascinantes do Queijo Minas Artesanal:
cada produção carrega um pouco da anterior.
Por isso ele está tão ligado à ideia de tradição e território.
Ao corte, o queijo apresenta boa estrutura.
Sua massa é:
compacta + firme + podendo apresentar pequenas olhaduras.
Na mastigação, porém, fica mais macia e agradável.
Essa combinação torna o Catauá excelente tanto para degustação quanto para o uso cotidiano.
É um queijo que pode ser cortado em uma fatia generosa e comido com café, mas também funciona muito bem em:
sanduíches + tapiocas + omeletes + preparações quentes.
Goiabada Cascão: provavelmente a combinação que melhor representa o Catauá. O dulçor e a acidez da goiaba encontram a salinidade, a gordura e a leve acidez do queijo no clássico Romeu e Julieta.
Geleia de Mexerica: uma alternativa mais fresca e cítrica. O perfume da fruta, sua acidez e o discreto amargor da casca acompanham especialmente bem o lado lácteo e amanteigado do queijo.
Geleia de Figo: segue por um caminho mais redondo e envolvente. O figo acrescenta profundidade e dulçor sem esconder o caráter do leite cru.
As três propostas criam experiências diferentes:
Goiabada: tradição mineira.
Mexerica: frescor e acidez.
Figo: dulçor e profundidade.
Café coado: queijo meia cura e café passado na hora formam uma das combinações mais brasileiras que existem. O amargor e o tostado do café contrastam com a gordura e a acidez do queijo.
Pera: acrescenta suculência e frescor.
Maçã: traz acidez e crocância.
Uvas: refrescam o paladar.
Figo fresco: acompanha muito bem o caráter fermentado.
Nozes: acrescentam textura e notas tostadas.
Castanha-do-Pará: cria uma combinação bastante brasileira e reforça as nuances acastanhadas.
Pecãs: acrescentam crocância e delicado dulçor.
Pães: pão francês, broa, pão de fermentação natural e pães rústicos funcionam muito bem.
A combinação que melhor resume o queijo:
Catauá + Goiabada Cascão + Café Passado na Hora
O Catauá é um queijo extremamente versátil.
Pode ser utilizado em:
Sanduíches
Tapiocas
Omeletes
Tortas salgadas
Bruschettas
Pães de queijo
Massas
Legumes assados
Saladas
Preparações gratinadas
Quando aquecido, sua massa amolece e os aromas amanteigados e fermentados ficam ainda mais evidentes.
Uma fatia um pouco mais grossa pode ser rapidamente aquecida.
O objetivo é apenas:
aquecer + amolecer + dourar levemente.
Sirva imediatamente com:
Pão
Goiabada
Café
Broa
É uma forma simples de perceber como o calor modifica a textura e intensifica o lado amanteigado do queijo.
O Catauá funciona muito bem porque sua massa amolece com facilidade.
Experimente:
Catauá + Tomate + Ervas
ou, para uma versão doce e salgada:
Catauá + Goiabada Cascão.
Combina especialmente bem com:
Tomate
Presunto cru
Cogumelos
Mostarda
Cebola
Folhas
Pães rústicos
Um sanduíche quente simples já permite que o queijo mostre bastante personalidade.
Também pode ser utilizado para finalizar:
Massas
Legumes assados
Saladas
Sopas
Nesses casos, acrescenta:
sal + leite + fermentação + umami.
O café merece lugar de destaque.
Poucas combinações traduzem tão bem a proposta do Catauá quanto:
queijo meia cura + café passado na hora.
Entre os vinhos, podem funcionar:
Brancos de boa acidez
Tintos jovens e frutados, com taninos moderados
Entre as cervejas:
Cervejas de trigo
Pilsen de boa estrutura
Saison
Para uma combinação mineira, vale experimentar ainda uma pequena dose de:
cachaça branca ou levemente envelhecida.
A bebida cria contraste com a gordura e com a delicada acidez do queijo.
Produto: Queijo Catauá
Produtor: João Dutra – Catauá
Município: Coronel Xavier Chaves – MG
Região: Campo das Vertentes – MG
Estilo: Queijo Minas Artesanal – Meia Cura
Matriz: Vaca
Leite: Cru
Fermento tradicional: Pingo
Família: Massa prensada não cozida
Massa: Compacta, podendo apresentar pequenas olhaduras
Textura: Firme ao corte e macia durante a mastigação
Perfil sensorial: Lácteo, amanteigado e fermentado, com delicada acidez, sal equilibrado e nuances levemente adocicadas e acastanhadas
Intensidade: Moderada
Odor: Moderado
Maturação: Aproximadamente 21 dias
Peso: Aproximadamente 400 g
Validade: 20 dias
Armazenamento: Manter refrigerado.
Retire o Catauá da geladeira aproximadamente 30 minutos antes do consumo.
O frio excessivo deixa a gordura mais rígida e reduz a percepção dos aromas.
Depois de ambientado, aparecem com maior clareza:
leite + manteiga + fermentação + delicada acidez.
Como todo queijo artesanal, pequenas diferenças entre os lotes são naturais.
Podem variar discretamente:
A quantidade de olhaduras
A tonalidade da casca
A umidade
A textura
A intensidade dos sabores
O leite, o clima e a própria evolução da peça participam dessas mudanças.
É um queijo ligado a um modo tradicional de produção mineiro, elaborado com leite cru e fortemente relacionado ao território e às práticas transmitidas entre gerações.
No Catauá, essa identidade está ligada ao Campo das Vertentes.
Sua produção utiliza:
leite cru + pingo + coalho + sal.
Poucos ingredientes, mas uma enorme relação com o lugar onde o queijo é produzido.
Sim.
Seus aproximadamente 21 dias de maturação o colocam naquele ponto em que a massa já desenvolveu estrutura e sabores de maturação, mas ainda mantém boa umidade e maciez.
É justamente essa característica que faz dele um excelente queijo de mesa.
Seu perfil reúne notas:
lácteas + amanteigadas + fermentadas + delicadamente adocicadas + levemente acastanhadas.
Há também uma agradável acidez e salinidade equilibrada.
Sua intensidade é moderada.
É um queijo cheio de personalidade, mas bastante fácil de consumir.
O leite cru faz parte da tradição do Queijo Minas Artesanal.
Como não passa pelo processo de pasteurização antes da fabricação, conserva uma microbiota natural mais diversa.
Essa microbiota, junto com o pingo e as demais etapas da fabricação, participa da fermentação e da construção das características do queijo.
Não.
Leite cru não determina sozinho a intensidade.
O sabor final depende também de:
Receita
Umidade
Fermentação
Casca
Tempo de maturação
Condições de produção
O Catauá apresenta intensidade moderada, equilibrando leite, fermentação, acidez e sal.
Sim.
A massa pode apresentar pequenas aberturas distribuídas naturalmente pelo queijo.
Sua quantidade pode variar discretamente entre as peças.
Isso faz parte da aparência artesanal do produto.
Quando aquecido, sua massa amolece muito bem.
Por isso funciona em:
sanduíches, tapiocas, omeletes, tortas salgadas e preparações gratinadas.
Mas vale muito a pena prová-lo também puro.
Sua textura e seu perfil de leite cru merecem ser percebidos em temperatura adequada.
A principal diferença está na maturação.
O Minas Frescal é um queijo muito jovem, úmido e de perfil principalmente lácteo e fresco.
O Catauá passa por aproximadamente 21 dias de maturação.
Nesse período ganha:
casca + estrutura + fermentação + maior profundidade aromática.
Ainda é macio, mas já oferece uma experiência claramente mais maturada.
Alguns dos acompanhamentos mais tradicionais são:
Goiabada
Café
Pães
Frutas
Castanhas
Doces de fruta
No Catauá, três combinações se destacam:
Goiabada Cascão, para uma experiência clássica mineira.
Geleia de Mexerica, para maior frescor.
Geleia de Figo, para uma harmonização mais envolvente.
Comece com uma pequena fatia pura, depois de retirar o excesso de frio.
Depois experimente:
Catauá + Goiabada Cascão.
E termine com:
café passado na hora.
É uma sequência simples, mas que explica muito bem a personalidade do queijo.
INGREDIENTES: Leite cru de vaca, pingo, coalho e sal.
ALÉRGICOS: CONTÉM LEITE E LACTOSE. NÃO CONTÉM GLÚTEN.
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