Produzido pela Fazenda Carnaúba, em Taperoá (PB), o Serra do Pico é um queijo artesanal elaborado com leite de vacas das raças Guzerá, Sindi e Curraleiro Pé Duro, animais historicamente adaptados às condições do semiárido brasileiro.
Com aproximadamente 30 dias de maturação, apresenta massa firme, macia ao mastigar e amanteigada, com sabor de média a alta intensidade e boa persistência.
No paladar aparecem notas lácteas e amanteigadas, leve dulçor, nuances de frutos secos e um agradável sabor de queijo maturado, sem perder equilíbrio.
Não recebe condimentos: sua personalidade vem do leite, do território e do modo de fazer da Fazenda Carnaúba.
A identidade do Serra do Pico começa antes mesmo da fabricação.
Na Fazenda Carnaúba, a criação de animais adaptados ao clima seco está ligada a um sistema de produção pensado para as condições da Caatinga. A alimentação dos rebanhos inclui recursos como capins nativos, capim Buffel e palma forrageira, uma das plantas mais importantes para a pecuária do Nordeste seco.
A palma, resistente à estiagem e rica em água, tornou-se parte importante da estratégia alimentar utilizada pela fazenda para produzir em uma região onde a chuva é escassa.
É esse conjunto — raça, alimentação, clima e conhecimento acumulado — que ajuda a construir a identidade dos produtos da Carnaúba.
A história da Fazenda Carnaúba está profundamente ligada à família de Ariano Suassuna.
A própria fazenda registra a parceria do escritor com Manelito Dantas em projetos ligados à criação de animais adaptados ao sertão. Ariano também foi responsável pelo nome Grupiara, dado ao laticínio da Carnaúba — palavra associada à ideia de uma “veia de diamantes”.
Essa ligação ajuda a explicar uma filosofia que continua muito presente nos queijos da fazenda: em vez de simplesmente reproduzir modelos estrangeiros, buscar produtos que expressem a cultura, os animais e o território do sertão brasileiro.
Mel de abelhas nativas
Um fio pequeno cria contraste com a salinidade e valoriza as notas amanteigadas.
Goiabada ou doce de frutas
Uma combinação muito brasileira, especialmente boa com a textura firme e o sabor mais concentrado do queijo.
Castanha-de-caju
Talvez uma das harmonizações mais interessantes: o tostado da castanha conversa diretamente com as notas de frutos secos do Serra do Pico.
Figo ou damasco
O dulçor das frutas equilibra a intensidade sem esconder o sabor do queijo.
Presunto cru ou copa
A salinidade e a cura da charcutaria acompanham bem sua estrutura.
Pão de fermentação natural
Perfeito para servi-lo em fatias ou lascas.
Uma combinação bem brasileira:
Serra do Pico + mel de abelha nativa + castanha-de-caju.
Além de excelente para degustação pura, pode ser usado em:
sanduíches,
omeletes,
tapiocas,
cuscuz,
massas,
risotos,
legumes assados e
finalização de pratos quentes.
Também fica delicioso cortado em lascas sobre uma salada ou servido simplesmente com pão e azeite.
Experimente com:
Syrah,
Tempranillo,
Sangiovese,
Chardonnay,
cervejas maltadas,
cachaças envelhecidas.
Outra combinação muito interessante é com café especial, principalmente após a refeição.
Produto: Queijo Serra do Pico
Produtor: Fazenda Carnaúba
Região: Taperoá – PB
Origem: Cariri Paraibano
Matriz: Vaca
Raças: Guzerá, Sindi e Curraleiro Pé Duro
Textura: Firme, macia ao mastigar e amanteigada
Intensidade: Média
Perfil sensorial: Lácteo, amanteigado, levemente adocicado, com notas de frutos secos e boa persistência
Maturação: Aproximadamente 30 dias
Peso: Aproximadamente 500 g
Validade: 30 dias
Armazenamento: Manter refrigerado
Retire da geladeira aproximadamente 30 minutos antes do consumo.
Com menos frio, sua textura fica mais agradável e aparecem com maior clareza as notas lácteas, amanteigadas e de frutos secos.
Principalmente sua origem.
É produzido no semiárido paraibano, com leite de raças bovinas adaptadas à região e dentro de um sistema de criação que utiliza recursos próprios das condições secas do sertão, incluindo a palma forrageira.
É um queijo que fala muito mais de Taperoá e da Caatinga do que de qualquer tradição queijeira estrangeira.
Não seria correto dizer que o queijo tem “gosto de palma”.
A importância da palma está na alimentação e adaptação do rebanho ao semiárido. Ela faz parte do sistema produtivo da fazenda, juntamente com outras forragens, e ajuda a contar a história de como é possível produzir leite e queijo em uma região de clima tão seco.
INGREDIENTES: leite, coalho, fermento e sal.
ALÉRGICOS: Contém leite e derivados. contém lactose
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